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ParáPaz garante interação social e valorização da mulher em alusão ao 'Setembro Amarelo'

sexta-feira, 11 Setembro, 2020

Por Nathalia Mota (PARAPAZ)

Em alusão ao Setembro Amarelo, mês dedicado à campanha de prevenção ao suicídio, a Fundação ParáPaz realiza uma programação especial que conta com palestra, minicursos, cursos e jogos esportivos. O objetivo é debater e conscientizar a população em vulnerabilidade social sobre a temática.

Na manhã de quarta-feira (9), cerca de 50 servidores estiveram presentes na sede da Fundação, no bairro do Marco, e participaram da palestra “Valorizando a vida”, ministrada pela psicóloga Úrsula Siqueira, da Escola de Governança Pública do Estado do Pará (Egpa). Para Renan Freitas, coordenador da campanha, “a palestra teve como objetivo alertar os servidores a respeito da realidade do suicídio no Brasil e falar da resignificação da vida, tornando possível pensar nas formas para a superação de obstáculos que possam surgir e até mesmo desempenhar nosso papel social”. 

Dando continuidade às atividades, na manhã de quinta-feira (10), oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, as unidades ParáPaz Mulher, em Belém e Ananindeua, promoveram minicursos de artesanato, de 9h às 12h, para as usuárias que frequentam o espaço. Na unidade de Belém, as participantes confeccionaram porta-guardanapos e pulseiras de miçangas, enfatizando a possibilidade de uma renda extra. 

“Desde os meus 15 anos, eu faço algumas coisas e vendo pra vizinhos. Não conhecia essa técnica que aprendi hoje e gostei bastante. Como sou diarista e, às vezes, não tenho cliente, aproveito o tempo pra fazer minhas peças de fuxico. É um método de ganhar dinheiro e de me sentir valorizada. Meu sonho é abrir minha própria loja”, contou R. L. de 63 anos, que sofreu violência do ex companheiro e buscou apoio psicossocial na unidade. 

Em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, dez usuárias foram contempladas com o minicurso de design de sobrancelha com henna, que visa melhorar a autoestima das alunas, capacitando novas profissionais na área da estética e ainda oportunizar a entrada para o mercado de trabalho, garantindo a independência financeira.

R. F. C., de 36 anos, é técnica de enfermagem, porém está desempregada e, atualmente, conta apenas com a renda do esposo, motorista de aplicativo, para manter a casa e seus três filhos. “Já deixei ele, mas não tive como me manter e criar meus filhos sozinha. Antigamente, eu não tinha medo, mas agora, sem o apoio dos meus pais, eu não tenho pra onde ir se me separar, por isso preciso dessa estabilidade financeira, preciso fazer algo que me dê retorno e consiga pagar minhas contas sozinha. Como sempre gostei dessa parte de beleza, acho que vou me dar bem, tô muito ansiosa com tudo que vou aprender. É bom que se eu conseguir emprego na saúde, ainda vou ter tempo de fazer o extra”, ressaltou a usuária, que mesmo não tendo experiência na área, está otimista.

“A oferta de minicursos às mulheres vítimas de violência foi uma estratégia importantíssima para refletir sobre a qualidade de vida e sobre a importância da saúde mental, pois, além de agregar possibilidades de independência financeira, possibilita um momento de interação social e desenvolvimento de habilidade que proporcionam a valorização da mulher e a melhora da autoestima. Estas mulheres, em sua maioria, estão passando por um período de superação de barreiras em que a capacidade de resiliência é de extrema importância”, ressaltou Isabella Lobo, psicóloga que acompanha alguns casos na unidade ParáPaz Mulher, em Ananindeua.

A programação continua entre os dias 14 e 18, onde as ações se concentram no município de Bragança, nordeste paraense, com curso profissionalizante de bolos e doces e artesanato em biscuit. Nos dias 15 e 16, a Secretaria de Saúde (Sespa) ofertará testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais para as participantes. Em Belém, haverá curso profissionalizante de panificação na Unidade ParáPaz Mulher e minicurso de artesanato no Polo UFPA. Para o encerramento, a Fundação preparou um campeonato esportivo “Jogando pela Vida” para crianças e adolescentes já cadastrados nos polos.

Foto: Ana Paula Lima/Parapaz