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Em 2022, Sala Lilás em Marituba instaura mais de 350 inquéritos de violência contra mulher

segunda-feira, 7 Novembro, 2022

Parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Marituba, a Sala Lilás, anexa à Seccional Urbana de Polícia local, oferece acolhimento imediato às mulheres vítimas de violência doméstica, familiar e sexual (estupros, assédios e importunações). Só entre janeiro e outubro deste ano foram registrados 177 boletins de ocorrência.

A Sala Lilás tem capacidade para realizar de dez a 12 atendimentos por dia, e conta com sala de espera, brinquedoteca e espaço de acolhimento, em ambiente isolado dos demais serviços da Polícia Civil e com profissionais capacitados direcionados às vítimas de violência doméstica e familiar.

A responsável pela Sala, delegada Luanda Maciel, explica que quando a vítima chega passa, primeiramente, por atendimento preliminar com uma das técnicas da Fundação ParáPaz (assistente social ou psicóloga), momento em que relata o ocorrido. Somente após o acolhimento ela é encaminhada, se for o caso, para outros órgãos - Defensoria Pública do Estado, Conselho Tutelar, etc., dependendo da situação -, registra o boletim de ocorrência e pode incluir solicitação de medida protetiva, perícia para crimes sexuais e outros procedimentos necessários.

"A Sala Lilás funciona em regime de expediente, ou seja, de segunda a sexta. Os casos que ocorrem no fim de semana ou à noite podem ser registrados junto à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Ananindeua ou Belém, ou mesmo nas seccionais. Depois, esses casos são tramitados para cá, para instauração do inquérito policial, e nós já instauramos cerca de 360 só este ano", informa a delegada.

Treinamento - O espaço é considerado um "braço" da Deam, que atua com 17 unidades no interior e duas na Região Metropolitana de Belém. Além da equipe da Fundação ParáPaz, delegados, escrivães e investigadores também são treinados para o atendimento. A procura é frequente ainda por mulheres que moram em municípios próximos, como Benevides (na RMB).

"A mulher que nos procura chega bastante fragilizada. Ela realmente precisa de um atendimento mais especializado, diferenciado, e aqui ela pode contar com esse acolhimento, para que possa se sentir à vontade e segura para relatar a violência sofrida. Relatar violência nunca é uma situação fácil", ressalta Luanda Maciel.

 

Por Carol Menezes (Secom)